O Programa WASH lamenta a perda de Ronald Cintra Shellard, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas (CBPF) Físicas, aos 73 anos
O Programa WASH manifesta sua solidariedade e apoio à esposa, Maria Elisa Shellard, filhos, netos e demais familiares de Ronald Shellard, falecido no último dia 7.

Shellard era Pesquisador Titular do CBPF desde 1994 e Diretor desde 2015. Fez sua Graduação em Física pela Universidade de São Paulo (USP) em 1970, Mestrado em Física pelo Instituto de Física Teórica (1973) e Doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (1978). Antes de ingressar no CBPF foi Professor do Instituto de Física Teórica (IFT) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Shellard teve dois períodos (1988-1990 e 1994-1995) de pós-doutoramento no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN).
Liderança nacional nas áreas de Física Experimental de Altas Energias e Física das Astropartículas, Shellard integrava a Colaboração que opera o Observatório Pierre Auger, a Colaboração Cherenkov Telescope Array (CTA) e era um dos fundadores Southern Wide Field Gamma-Ray Observatory (SWGO). Era também Presidente do Conselho Técnico-Científico (CTC) da Rede Nacional de Física de Altas Energias (RENAFAE) e membro do CTC de outras Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e foi conselheiro da International Union for Pure and Applied Physics (IUPAP). Era também membro Titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC – desde 2017) e possuía associações com a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Sociedade Americana de Física (APS), a Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), o órgão internacional Instituto de Física (IOP), a Astroparticle Physics Forum (APIF) e membro Titular do Conselho Diretor do Centro Latino-Americano de Física (CLAF).
Enquanto Diretor, cativou todo o CBPF com seu jeito único, espontâneo e alegre, sempre aberto à conversa e abraços. A luta pelo respeito e ética sempre foi uma marca de sua gestão, valorizando a vida e a pessoa humana acima da posição ocupada na hierarquia profissional.
Entre aqueles que o conheceram era muito comum vê-lo provocar seus interlocutores: “Para fazer ciência não se pode ser muito conformado, tem que ter esse espírito de ‘fuçar’ as coisas”.
Sua vida e trajetória deixam um importante legado para o CBPF e para a Pesquisa Científica que jamais será esquecido.
(Com informações do CBPF)